IEQ Itaim Paulista

 

Um dia sem amanhã ...

Se no relógio do tempo,

Pudéssemos as fases da vida ,projetar

Não seria difícil perceber,

Que num único dia, poderíamos viver,

num único dia, tudo começaria a existir

E no mesmo dia, tudo enfim , haveria de  terminar ...

 

E fiquei a meditar, como seria,

Como poderia classificar,

 O momento, em que chegamos ao mundo

Poderia dizer, que ,foi num tênue amanhecer,

Antes mesmo de a luz do sol ,

Poder esta terra iluminar ...

 

 Não sei como , porque não tínhamos memória,

Tudo começou ,quando nos sentimos acordar,

Alguém nos empurrava, através da escuridão

Queria nos  tirar do nosso sono  ,

E num mundo de luzes, e sons, nos lançar ....

 

E de repente, nos vimos, fora,

Do lugar do nosso refugio ,

Sem explicação ,começamos a chorar ...

Mas.. não mais que de repente ,

Luzes ofuscantes, cegavam nossos olhos,

E uma energia  contagiante,

Nos fazia desejarmos interagir

E nosso lugar, naquele carrossel de emoções, ocupar ...

 

O sol subia no horizonte,

E lá pela metade da manhã

Já estávamos tão inteirados, deste mundo radioso,

Que tudo que queríamos ,era viver

Ao meio dia, o sol a pino

Parecia  em seu  brilho ,nos dizer

Que a vida era bela, e tudo nos era possível

Bastaria apenas,  nos esforçarmos

Para alcançarmos, tudo que pudéssemos querer !!!

 

E cada hora ia se passando ,fervilhante de vida

Crescemos, adquirimos conhecimento

Sucesso escolar, êxito profissional ,

era tudo um sonho, possível de alcançar ...

o amor chegou ,unimos nossa vida

à de outro alguém, que nos veio completar

ainda era uma tarde radiosa,

e era nosso tempo, nossa vez ,

poderia não haver outra chance

tínhamos que viver , - o  hoje trazia o Sim

o amanhã viria, descobrimos isto,

e em suas asas, possivelmente traria ,

uma restrição, um não, um talvez 

 

E o tempo parecia passar mais rápido

Nada conseguia , sua marcha parar,

o relógio da existência, era um inimigo,

mal dava vontade, de as horas, consultar ...

 A  tarde caia,  sobre nossa vida ,

Pouco a pouco ,víamos nosso castelo , desmoronar,

O brilho das realizações , aos poucos se esvaia

O sol  ,mergulhando  no horizonte, cada vez mais sumia ...

E o  lar feliz, que na tarde radiosa formamos,

Como uma bruma, vemos pouco a pouco se dissipar ...

 

Neste instante, até o amor nos deixa

Para nascer, desta vez, no celeste lar,

Onde desfrutará do amanhecer, aqui perdido ,

Num dia eterno, que nunca irá se acabar ...

E cada vez mais ,a penumbra nos envolve

Parecendo em nosso rosto querer lançar,

Esta verdade ,cruel e desoladora,

Nosso tempo  já passou, nossa vida

No relógio cronológico declinou,

Não é mais tempo de realizações,

o que fomos, ficou no passado,

é uma utopia, agora, ainda querer sonhar   ...

 

não existe mais luz, nos iluminando

o sol se pôs, somente a lua ,timidamente

ainda  concorda em nos alumiar

andamos a passos lentos, a caminhar,

em direção `a radiosa manhã,

da qual um dia, também haveremos de participar, ...

o que fomos aqui na terra,

outros,  um dia haverão de ser,

tudo que um dia fizemos,

aqueles que nos sucederem,

um dia também, haverão de  fazer

e  embora ainda  arda em nós,

a chama de vida que não quer se extinguir

 o relógio  cronológico ,marca os últimos momentos,

e o tempo sussurra a nossos ouvidos,

o que jamais gostaríamos de ouvir

- o que vocês viveram é somente uma amostra ,

Basta de atividades ,chegou  a hora , volte a  dormir !!! 

 

LTKP 12/02/2016